Desde pequena que cuidar do outro era um prazer, foi a forma que me fez conseguir chegar até aqui.
Agora consigo entender porque comecei tão cedo a querer cuidar dos outros, posso dizer-vos que o meu mapa astral fala sobre isso, costuma dizer que com as minhas características astrológicas “eu fazia o ninho a quem chegava perto” e que tenho o dom para cuidar da vida do outro, já a numerologia do nome Verónica falar do arquétipo da Mãe, sou aquela que por natureza gosta de cuidar, a certa altura sentir-me mãe do mundo e querer cuidar do outro sem haver um pedido expresso era insuportável para o outro e para mim a atitude que tinha e a qual não conseguia controlar – estratégia de sobrevivência que a qual me fazia com que os outros se afastassem de mim, na realidade a minha necessidade era de ser cuidada enquanto criança.
Ao começar a sentir a necessitar de cuidar de mim mesma, sabendo que nunca iria ter a atenção que a mãe não deu lá atrás, nessa altura estava divorciada fazia anos e os filhos começavam a ficar crescidos a mais velha com 18 e o mais novo com 16, claro sem contar com os outros 3 que não nasceram, com a consciência que tenho hoje há que lembrar sempre aqueles que não nasceram.
Dá-me muito prazer cuidar do outro, muitos dizem que é para não olhar para dentro, sempre estive disposta a fazê-lo e realmente foi fazendo muitas terapias e querendo conhecer-me cada vez mais, apercebendo-me que estava na hora de fazer do que mais gosto o meu propósito, dizia que queria mudar o mundo e depois percebi que mudando o meu mundo, o do outro também muda.
Então como será se eu puder ajudar os outros a mudarem o mundo deles?
Foi assim que percebi que a minha fala “Eu quero mudar o mundo” poderia tornar-se realidade.
Estudei várias teorias de terapias energéticas, umas gostei mais, outras menos, sendo nós energia e podendo cocriar a nossa própria realidade pois afinal somos filhos de um mesmo universo e feitos à imagem e semelhança e da mesma partícula, vivendo num mundo quântico há que cuidar da nossa energia, essa aprendizagem trouxe-me formas de poder abrir campos quânticos onde é possível limpar a minha energia e de outras pessoas quando estamos mais pesados ou negativos.
Depois conheci as Constelações Familiares do filosofo e missionário Bert Hellinger, cheguei a estar de mão dada com ele o que me trouxe bastante acolhimento, senti-me nesse momento como uma criança e foi ao conhecer a terapia da identidade, o método da intenção do doutor e investigador Franz Ruppert que finalmente percebi muitas coisas que se passavam comigo e ao meu redor, tiravam-me da realidade e levavam-me para um mundo imaginário, o facto de querer mudar o mundo era sinal de trauma e cuidar dos outros uma grande estratégia de sobrevivência.
Ao estudar o método da intenção-IoPT com Franz Ruppert, Milagros Carmona e Lia Bertuol, levou-me a cada vez mais poder saber onde estava a minha dor e porque tinha tanta facilidade em cuidar do outro e esquecendo-me de mim, era um acto de sobrevivência, hoje é a forma de poder contribuir com o Mundo como já disse nas linhas acima.
Depois de vários cursos em IoPT quis saber um pouco mais como o nosso cérebro funciona e se relaciona com as memórias do inconsciente, tirei um curso de reprogramação da memória com a biofísica, neurocientista e investigadora Danielle Ballester, foi assim que criei o Momento ComSigo, primeiramente chamei de método só que na realidade ele é um momento, pois depende quem é o cliente e o caso que vem até mim para que possa sentir em conjunto com o cliente a forma de levar o mesmo a conversar consigo mesmo, sabendo que cada vez mais existem outras formas de chegarmos a nós mesmo, achei que momento é a palavra certa..
O ser humano é dinâmico e está em constante mudança. Na realidade a única certeza que tenho na vida é que “TUDO MUDA A CADA INSTANTE”. A vida, para ser vivida, precisa ser vivida no AGORA e o que o McS faz é trazer o que chega até mim para esse momento, libertando as nossas células das informações que já não nos servem mais. Assim, estamos em conexão connosco e com todo o universo.